A denúncia feita pelo advogado e servidor do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS) José Romário, através de vídeo e cópias de documentos, sobre um suposto esquema envolvendo vereadores e o prefeito de São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, para que o município assumisse uma dívida de R$ 993.735,33, valor relativo a verbas de empréstimos consignados, Imposto de renda e INSS – não pagos pelo Legislativo – se tornou motivo de troca de acusações entre integrantes da política taperense.
O valor, conforme o Termo de Acordo de Parcelamento e Confissão de Dívida entre o Município e a Câmara de Vereadores, assinado pelo prefeito Jarbas Ricardo (MDB) e o ex-vereador e presidente da Câmara de Tapera, Amair Ribeiro, em 29 de outubro do ano passado, parcelo a dívida em parcelas de R$ 19.874,71, cuja o primeiro pagamento deveria ter sido feito em 30 de novembro do ano passado, logo após as eleições municipais. Amair, que tentou se reeleger no ano passado, perdeu a eleição. Ele só teve 595 votos.

Após a denúncia vim a público, o grupo de vereadores da bancada do prefeito, promoveram, durante sessão no legislativo municipal, a defesa da atual mesa diretora – e indiretamente do prefeito –, acusando a gestão da mesa anterior de “fomentar” a denúncia.
Donos de um português sofrível, os políticos da situação não economizaram no linguajar (?).
Um dos primeiros a “subir o tom” com os ex-vereadores foi Kel de Tijela (PSB), eleito com 718 votos. O político chamou os ex-vereadores de “farsantes” e mandou os adversários “tomarem vergonha na cara”.
Outro que também endossou o “coro da defesa” foi o vereador Shellington Angelino (PP), eleito com 541 votos. Angelino disse que ficava triste com o qu7e vem acontecendo e acusou formalmente “quatro elementos que não souberam perder as eleições tentam deturpar não somente o meu mandato, mas também de outros quatro colegas. Aprendam a perder”. Em meio a fala, Shellington Angelino, acusou o ex-vereador Flávio Vieira de ser um dos que estrai por trás da denúncia.
O vereador situacionista Douglas Azevedo (PP), eleito no ano passado com 840 votos, com seu português bastante limitado, chamou os adversários de “covardes”, pois estariam querendo “tumultuar.
Em Nota, a Prefeitura de Tapera desmentiu a denúncia, “ressaltando o compromisso com a verdade, a moralidade administrativa e o estrito cumprimento com a legislação brasileira, condenando o uso de informações falsas e distorcidas para promoção pessoal e política”. Todavia na mesma nota, a gestão taperense confirma que foi condenada em uma ação judicial que tramitou perante a Justiça Federal, iniciada no ano de 2008.
O documento de esclarecimento diz ainda que houve “ausência de legitimidade passiva da Câmara Municipal para figurar na ação de cobrança proposta pela Caixa Econômica Federal e o Município”, razão pela condenação do município “ao pagamento do debito … cujo pagamento foi realizado em cinco parcelas anuais, com início em dezembro de 2020 e conclusão em dezembro de 2024”.






